A TIM conquistou um dos títulos mais relevantes do setor de telecomunicações no Brasil ao assumir a liderança no ranking de Experiência de Confiabilidade Móvel, divulgado pela Opensignal em seu primeiro relatório oficial de 2026. O estudo, que analisa o desempenho real das redes móveis com base no uso cotidiano dos consumidores, marca uma virada importante no cenário competitivo entre as grandes operadoras do país. Até então, a Claro — operadora de origem mexicana — ocupava essa posição de destaque, tendo vencido o mesmo indicador no relatório referente a 2025. A mudança no topo do ranking indica uma evolução significativa da TIM na entrega de estabilidade de conexão, um fator cada vez mais decisivo para usuários que dependem do smartphone para trabalho remoto, serviços bancários, consumo de mídia, redes sociais e comunicação instantânea.
A chamada Experiência de Confiabilidade é considerada um dos indicadores mais críticos da Opensignal porque vai além da velocidade pura da internet móvel. Ela avalia a frequência com que os usuários conseguem realizar tarefas básicas sem interrupções, como abrir páginas da web, enviar mensagens em aplicativos como WhatsApp e Telegram, assistir a vídeos sem travamentos, realizar chamadas de voz e acessar serviços em nuvem. Em um cenário onde a digitalização avança rapidamente e o celular se tornou o principal meio de acesso à internet para milhões de brasileiros, a confiabilidade da rede passa a ser tão ou mais importante do que picos de velocidade em testes sintéticos.

O avanço da TIM nesse quesito reflete uma combinação de investimentos estratégicos em infraestrutura, modernização de equipamentos, expansão da cobertura 4G e 5G e melhorias nos sistemas de gerenciamento de rede. Nos últimos anos, a operadora tem apostado fortemente em tecnologia de ponta, compartilhamento de infraestrutura e otimização do espectro adquirido nos leilões da Anatel. Esse movimento permitiu à empresa reduzir falhas de conexão, quedas de sinal e instabilidades, especialmente em grandes centros urbanos e regiões com alta densidade de usuários.
Além disso, o relatório da Opensignal destaca que o resultado não é pontual ou isolado. Ele reflete uma tendência de crescimento consistente da TIM em métricas relacionadas à experiência real do usuário, algo que pesa diretamente na percepção da marca e na fidelização de clientes. Em um mercado altamente competitivo, onde a portabilidade numérica facilita a troca de operadora, liderar o ranking de confiabilidade representa uma vantagem estratégica relevante e pode influenciar diretamente a escolha de novos consumidores em 2026.
TIM consolida hegemonia em Qualidade Consistente e amplia vantagem no desempenho da rede
Além de assumir a liderança em confiabilidade, a TIM também reafirmou sua posição dominante em outro indicador fundamental do relatório da Opensignal: o prêmio de Qualidade Consistente. Em 2026, a operadora venceu essa categoria pela quarta vez consecutiva, consolidando uma hegemonia que demonstra consistência e previsibilidade na entrega do serviço móvel. O índice alcançado neste ano foi de 72,7%, um crescimento expressivo em relação aos 68,3% registrados no relatório anterior, evidenciando uma evolução contínua da rede da empresa no Brasil.
A métrica de Qualidade Consistente é especialmente relevante porque avalia se a conexão móvel é capaz de suportar, de forma estável, aplicativos e serviços mais exigentes em termos de banda e latência. Entre os usos considerados estão chamadas de vídeo em grupo, transmissões ao vivo, upload de arquivos pesados para a nuvem, videoconferências corporativas, streaming em alta definição e jogos online. Ou seja, trata-se de uma avaliação direta da capacidade da rede em acompanhar o comportamento moderno do usuário, que não se limita mais a navegação básica ou mensagens de texto.
O crescimento da pontuação da TIM indica que a operadora conseguiu não apenas ampliar sua cobertura, mas também melhorar a qualidade média da conexão entregue aos clientes ao longo do tempo. Isso envolve ajustes finos na rede, como redução de congestionamentos, melhor distribuição de tráfego, uso mais eficiente do espectro de frequências e adoção de tecnologias como agregação de portadoras e redes mais inteligentes baseadas em software. Esses fatores contribuem para uma experiência mais fluida, mesmo em horários de pico ou em regiões com grande concentração de usuários.
Outro ponto relevante é que a consistência tende a ser percebida de forma mais clara pelo consumidor do que picos isolados de velocidade. Uma rede que mantém desempenho estável ao longo do dia gera mais satisfação do que uma conexão que oscila constantemente. Nesse sentido, o reconhecimento da Opensignal reforça a estratégia da TIM de priorizar a experiência real do usuário, em vez de focar apenas em campanhas de marketing baseadas em números máximos de velocidade.
Para o mercado como um todo, esse resultado também eleva o nível de exigência. Ao manter a liderança por quatro anos seguidos, a TIM estabelece um novo patamar de referência, pressionando concorrentes como Vivo e Claro a acelerarem investimentos e ajustes técnicos para não ficarem para trás em um dos quesitos mais valorizados pelos consumidores brasileiros.
Velocidade e cobertura: Vivo lidera em download e se destaca no 5G, mas disputa permanece acirrada
O relatório da Opensignal deixa claro que não existe uma única operadora que seja “a melhor” em todos os aspectos da telefonia móvel no Brasil. Quando o assunto é velocidade de download, por exemplo, a Vivo se destaca de forma consistente e lidera três das quatro métricas analisadas no estudo. Esse desempenho coloca a operadora em posição de vantagem especialmente entre usuários que priorizam rapidez para baixar arquivos, assistir a vídeos em alta resolução e consumir conteúdos pesados em redes sociais e plataformas de streaming.
Nos testes de download em geral, considerando todas as tecnologias disponíveis, a Vivo alcançou uma média de 51,3 Mb/s, superando a Claro, que registrou 49,6 Mb/s, e a TIM, com 42,2 Mb/s. Já no upload em geral, métrica essencial para quem produz conteúdo, participa de reuniões online ou envia arquivos grandes, a Vivo também liderou com 10,0 Mb/s, seguida de perto pela Claro, com 9,7 Mb/s, e pela TIM, com 8,4 Mb/s.

O destaque da Vivo se torna ainda mais evidente no 5G, tecnologia que representa o futuro da conectividade móvel. No download via 5G, a operadora atingiu impressionantes 336,4 Mb/s, abrindo uma vantagem de cerca de 14 Mb/s em relação à Claro, que marcou 322,8 Mb/s, enquanto a TIM ficou com 316,0 Mb/s. Esses números mostram que, embora a diferença exista, ela não é abissal, indicando uma competição técnica bastante equilibrada entre as três grandes operadoras nacionais.
No upload em 5G, porém, o cenário muda ligeiramente. A Claro assume a liderança com 28,4 Mb/s, seguida pela Vivo, com 27,6 Mb/s, e pela TIM, com 25,0 Mb/s. Essa inversão reforça a ideia de que cada operadora possui pontos fortes específicos, dependendo do tipo de uso e da métrica analisada. Para o consumidor, isso significa que a escolha da melhor operadora pode variar conforme o perfil de uso, a região e a importância dada a cada aspecto da experiência móvel.
Brasil avança no 5G e já supera metas regulatórias previstas para 2027
Além de comparar o desempenho das operadoras, o relatório da Opensignal também traça um panorama bastante positivo da infraestrutura de telecomunicações no Brasil, com destaque especial para a expansão do 5G. De acordo com dados da Anatel citados no estudo, a cobertura da nova tecnologia já alcança cerca de 64% da população brasileira, um número que supera com folga a meta regulatória inicialmente prevista para 2027, que era de 58%.
Esse avanço acelerado coloca o Brasil em posição de destaque no cenário latino-americano. Atualmente, o país já possui a segunda maior penetração de conexões 5G da América Latina, ficando atrás apenas do Chile. O resultado é significativo, especialmente considerando as dimensões territoriais do Brasil, os desafios logísticos e a diversidade socioeconômica entre as regiões. A expansão do 5G não se limita apenas às capitais, mas começa a alcançar cidades de médio porte, impulsionando novos modelos de negócio, inovação e transformação digital.
A ampliação da cobertura 5G tem impacto direto na qualidade da experiência móvel, permitindo velocidades mais altas, menor latência e maior capacidade de conexão simultânea. Isso abre espaço para aplicações avançadas, como Internet das Coisas (IoT), cidades inteligentes, telemedicina, educação a distância com realidade aumentada e automação industrial. Para o consumidor final, os benefícios se traduzem em conexões mais rápidas, estáveis e preparadas para as demandas futuras.
O fato de o Brasil já ter superado as metas regulatórias demonstra que o setor de telecomunicações tem respondido de forma eficiente aos estímulos do leilão do 5G e às exigências impostas pela Anatel. Também indica um ambiente competitivo saudável, no qual operadoras disputam liderança não apenas em marketing, mas em investimentos reais em infraestrutura e tecnologia.
Equilíbrio na experiência de vídeo mostra maturidade do mercado móvel brasileiro
No quesito experiência de vídeo, o relatório da Opensignal revela um cenário de alto nível técnico e forte equilíbrio entre as principais operadoras. De forma geral, TIM e Vivo aparecem como as empresas mais bem posicionadas no levantamento de 2026, com seis prêmios cada, de um total de 14 possíveis. Esse empate técnico reforça a percepção de que o mercado brasileiro atingiu um estágio avançado de maturidade em termos de qualidade de serviço móvel.
No segmento específico de vídeo, houve mudanças importantes na liderança. A TIM conseguiu manter o prêmio de Experiência de Vídeo geral, demonstrando solidez na entrega de streaming em diferentes condições de rede. Por outro lado, a Vivo avançou e desbancou a concorrente em duas categorias estratégicas: Experiência de Vídeo 5G e Experiência de Vídeo ao Vivo 5G, áreas cada vez mais relevantes com o crescimento das transmissões ao vivo, redes sociais e plataformas de conteúdo em tempo real.

Um aspecto que chama atenção é o quão estreita é a diferença entre as operadoras nessas categorias. Em muitos casos, a distância entre a primeira e a terceira colocada é inferior a um ponto, o que evidencia uma disputa extremamente técnica e refinada. Todas as três grandes operadoras — TIM, Vivo e Claro — foram classificadas na categoria “Boa” nas métricas de vídeo, indicando um nivelamento por cima da qualidade do serviço oferecido ao consumidor brasileiro.
Esse equilíbrio beneficia diretamente os usuários, que passam a ter mais opções de escolha sem abrir mão de uma boa experiência. Também pressiona as operadoras a manterem um ciclo constante de investimentos e inovação, já que pequenas melhorias podem fazer a diferença na liderança dos rankings. Para 2026, o cenário aponta para uma competição cada vez mais focada em qualidade, consistência e experiência real do usuário, em vez de promessas isoladas de velocidade máxima.









